7º Congresso da Indústria de Madeira e Mobiliário

 

“ESTAMOS A FAZER MAIS COM MENOS FLORESTA. O SETOR DA INDÚSTRIA DA MADEIRA E MOBILIÁRIO ESTÁ EM GRANDE CRESCIMENTO” AFIRMA VÍTOR POÇAS, PRESIDENTE DA AIMMP

OS NÚMEROS SÃO CLAROS, DE 2010 PARA 2019 AS EXPORTAÇÕES CRESCERAM MIL MILHÕES DE EUROS. DE ABRIL DE 2021 PARA ABRIL DE 2022 AS EXPORTAÇÕES VOLTARAM A SUBIR E REPRESENTAM UM CRESCIMENTO DE 11% NO SETOR DA INDÚSTRIA DA MADEIRA E MOBILIÁRIO. 

Sob o tema “Os Dias da Madeira”, realizou-se nos dias 14 a 15 de julho, nos Hotéis do Bom Jesus, em Braga, o 7º Congresso da Indústria de Madeira e Mobiliário, que reuniu personalidades ligadas ao setor em mais um importante encontro onde foram debatidos temas relevantes para o crescimento desta indústria. No decorrer do seminário o Presidente da AIMMP (Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal), Vitor Poças anunciou que as exportações da madeira e mobiliário em 2021 ultrapassaram os valores de 2029, atingindo os 27% para fora da Europa. Vítor Poças deixou ainda uma importante mensagem aos presentes afirmando que “é necessário ter literacia financeira e inteligência económica para que os negócios cresçam porque o setor tem um grande futuro pela frente”.

Na abertura do congresso esteve o Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, que abordou a componente florestal da região, dando o exemplo do “Plano Intermunicipal de valorização do Sacro Montes” desenvolvido em conjunto com o Município de Guimarães. Este foi um dos primeiros instrumentos de planeamento intermunicipal aprovado a nível nacional, que colocou as duas câmaras a trabalharem diretamente com os proprietários para “salvaguardar a componente patrimonial e criar mecanismos de valorização económica para os proprietários dessas zonas florestais”.

O Presidente da CCDR-Norte,  António Cunha, abordou as “Perspetivas de Crescimento e Apoios para Portugal” assegurando que é clara “uma tendência de crescimento muito grande na Indústria da Madeira e Mobiliário. É um setor muito relevante para vários municípios do país”. Durante a conferência de abertura apresentou alguns desafios do setor afirmando “que é uma indústria determinante para cumprir as metas ambientais, é importante para a coesão territorial e estratégica para a economia, principalmente porque é dos poucos setores onde temos uma cadeia de valor completa.”

O antigo Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, que participou no evento, alertou para o facto de nos últimos 10 anos a secretaria de estado mudou de 2 em 2 anos de titular. “Esta é a pasta com mais rotatividade no governo ” sendo assim muito difícil criar uma linha de trabalho.

Ao longo do congresso foram trazidos para discussão temas como: o financiamento às empresas do setor; A Indústria 4.0 e seu desenvolvimento; O Marketing ao serviço das novas tendências de mercado; A gestão do talento e a atratividade do setor; O Desenvolvimento e Proteção da Floresta e combate à escassez de matéria-prima. O encerramento ficou a cargo da Diretora Regional do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Sandra Sarmento, que concluiu dizendo que “as florestas têm que ser mais atrativas e que devem ser uma missão de todos”.

O dia contou ainda com um jantar que reuniu mais de 150 empresários e personalidades ligadas ao setor e onde foram realizadas diversas Distinções aos Associados e Marcas AIMMP. As distuinções entregues tiveram alguns patrocinadores: AD Quadratum, Crédito Agrícola, Essência Completa e PlacaNobre.

O Congresso terminou no dia 15 de Julho com uma visita ao projeto de construção off-site do Grupo Casais que reuniu mais de 70 participantes.