Sep Verboom

 

Verboom trabalha intimamente com pequenas comunidades que possuem um perfeito controlo do seu ofício e técnicas. Colaboram na busca de soluções inovadoras e criativas que podem resultar ou não num objeto, ou então em tapetes, mesas de apoio, bandejas de madeira e esculturas de cerâmica têm estado entre os resultados reais de tal cooperação. Neste contexto, visitou a Amazónia peruana onde pesquisou a cadeia de produção de madeira certificada, em colaboração com a AIDER e a ONG flamenga Bos+ (organização não governamental). Trabalhou também nas Filipinas, onde combinou técnicas tradicionais de tecelagem com produtos derivados de resíduos na província de Cebu. Os projetos combinam o artesanato local e o envolvimento comunitário com o design contemporâneo e a consciência social. A transparência é fundamental, durante o amplo processo de investigação, bem como no resultado final. Verboom vê-se a si próprio como alguém que põe projetos em marcha e os guia, mas não como um designer no sentido tradicional da palavra. “Se eu tivesse sido fotógrafo, talvez as fotografias fossem o resultado final de um projeto. Qualquer que seja o resultado da investigação, trata-se mais do ambiente e do processo, do que do objetivo final propriamente dito. Tenho tendência a dar mais importância à história e ao processo.