Pelcorte: uma referência portuguesa em design e conforto

Com mais de quatro décadas de experiência no setor do mobiliário e dos estofos, a Pelcorte afirma-se como uma referência nacional na produção de sofás, cadeiras e soluções de conforto que combinam design, inovação e qualidade. Localizada no coração de um dos maiores polos de produção de mobiliário em Portugal, a empresa tem vindo a consolidar a sua presença no mercado através de uma forte aposta na excelência, na tecnologia e no saber-fazer artesanal português.

Ao longo dos anos, a Pelcorte distinguiu-se pela capacidade de acompanhar as tendências do setor sem perder a sua identidade, desenvolvendo produtos que unem funcionalidade, conforto e estética. A marca mantém também um forte compromisso com a sustentabilidade, recorrendo a materiais provenientes de fontes responsáveis e a práticas de produção mais conscientes e inovadoras.

Mais do que produzir mobiliário, a Pelcorte procura criar peças que façam parte do quotidiano das pessoas, valorizando o conforto, a durabilidade e a personalização. A entrevista que se segue pretende dar a conhecer melhor a história da empresa, os desafios do setor, a visão da marca para o futuro e os valores que continuam a impulsionar o crescimento e reconhecimento da Pelcorte em Portugal e além-fronteiras.

Pelcorte: uma referência portuguesa em design e conforto

 

Como evoluiu a Pelcorte ao longo das últimas décadas num setor cada vez mais competitivo?

A Pelcorte foi adquirida por nós, Júlio e Silvestre Carneiro, em março de 2011. A empresa já era conhecida e reconhecida, com um excelente nome no mercado.

Foi de facto um grande desafio, mas ao fim de um ano já estávamos a arrendar mais um espaço de 1800m² para acrescentar ao que já tínhamos. Tudo aconteceu muito depressa. Adquirimos máquinas, CNCs e muito mais, para conseguirmos responder rapidamente à procura que nos chegava e continuar a crescer.

Pelcorte: uma referência portuguesa em design e conforto

 

Quais foram os principais marcos da empresa desde a sua fundação?

Os principais marcos foram muitos, mas há alguns que ficam mesmo na memória! A aquisição da Pelcorte em 2011 mudou a nossa vida, e fê-lo com todo o peso que isso implica, pois a empresa já tinha mais de 40 anos de existência.

Em 2013, arrendamos um espaço para crescermos e conseguirmos atender melhor todos os nossos clientes.

Em 2014, adquirimos um terreno de 10.700m² para construirmos a nossa própria unidade fabril. Em 2015 arrancou a construção e em 2017 fizemos a mudança.

Em 2020, adquirimos mais 10.000m² para dar resposta ao crescimento contínuo da empresa. E esperamos ter muitos mais marcos para vos contar daqui a dez anos!

 

Como definem hoje o posicionamento da Pelcorte no mercado nacional e internacional?

A Pelcorte sempre se posicionou num segmento médio/alto de mercado, apostando em matérias-primas de alta qualidade, mão de obra altamente qualificada e maquinaria de ponta. O resultado é um produto com uma qualidade que fala por si, e que chega a inúmeros países: Portugal, França, Bélgica, Estados Unidos, Dubai, Qatar, Emirados Árabes, Argélia, Itália, Tunísia, Marrocos, República Checa, Luxemburgo, Espanha, Suíça, Angola, Moçambique, Brasil… e a lista continua a crescer.

 

Que mercados internacionais têm maior relevância atualmente?

 A Pelcorte trabalha para todos os mercados, sendo os mais relevantes o mercado francês, americano e o Médio Oriente.

Fazemo-lo de forma direta, mas também indireta, já que temos muitos clientes e marcas nacionais que nos procuram para desenvolvermos projetos e produtos em conjunto.

 

 Quais são atualmente os maiores desafios da indústria do estofo e mobiliário?

Neste momento, com a instabilidade geopolítica e alguma quebra em mercados importantes, o maior desafio é conseguirmos manter e até aumentar a faturação sem termos de reduzir a estrutura ou o número de colaboradores. É um equilíbrio difícil, mas é o que nos move todos os dias.

 

Que tendências estão a marcar o futuro do mobiliário estofado?

Pela nossa experiência e pelos projetos que vamos desenvolvendo, a tendência clara são as linhas curvas. Isso nota-se em tudo: sofás, cadeirões, cadeiras, camas… as peças que nos chegam para desenvolver apontam cada vez mais nessa direção. A par disso, os tons aproximam-se cada vez mais da natureza, com verdes, castanhos, bege e terracota a dominarem as escolhas.

 

A personalização tornou-se essencial no setor premium?

No setor premium, que é o nosso desde o início, a personalização sempre foi essencial. E foi precisamente isso que nos guiou desde o momento em que assumimos a Pelcorte até hoje.

 

Como equilibram o trabalho artesanal com a automação industrial?

 Não é fácil, e não vamos dizer que é. Mas com organização, espaço adequado e mão de obra qualificada conseguimos encontrar esse equilíbrio. É um desafio permanente, mas é também o que nos mantém exigentes com o nosso próprio trabalho.

Que conselho dariam a jovens empresários que querem entrar no setor do mobiliário?

O conselho que daríamos é que pensem bem no ramo dentro do mobiliário em que querem produzir, no segmento onde se querem inserir, nos clientes alvo e na marca. São, no nosso entender, alguns dos pontos essenciais para qualquer projeto que queira atingir o sucesso.

 

Como imaginam a Pelcorte daqui a 10 anos?

Daqui a 10 anos imaginamos uma Pelcorte com um nome ainda mais forte no mercado, a produzir estofo e mobiliário de alta qualidade para clientes que procuram peças especiais, feitas com carinho, como todos eles merecem.

Para isso alavancar ainda mais este crescimento, vamos avançar brevemente com a construção de mais 4.800m² de fábrica, onde teremos produção de mobiliário e acabamentos personalizados.